Conheça melhor a TV Digital
no Brasil e no Mundo
NO BRASIL, AS PRIMEIRAS PESQUISAS SOBRE TV DIGITAL FORAM FEITAS EM 1994 PELA SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENGENHARIA DE TELEVISÃO E ASSOCIAÇÃO DE EMISSORAS DE RÁDIO E TV


Em 3 de Abril de 1950, o pioneiro Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo, dono dos Diários Associados, cadeia de jornais e emissoras de rádio, fez a pré-estréia da televisão no Brasil com uma apresentação do Frei José Mojica, um padre cantor mexicano, iniciando assim a primeira transmissão em preto e branco no solo brasileiro. Meses depois, em 18 de Setembro, inaugurava a TV Tupi de São Paulo, PRF-3 TV, canal 3. Nesta época, aparelhos de TV era privilégio das classes alta e média. Geralmente ocupavam lugar de honra na sala e vizinhos e parentes eram convidados a compartilhar a escassa programação - geralmente noturna - com o vaidoso dono do aparelho de televisão ao lado. Desde aquele tempo até os dias de hoje, muita coisa mudou, como por exemplo, a chegada no ano 1970 das transmissões coloridas, a transmissão via satélite e claro, a popularização dos aparelhos de TV. Mas, hoje temos uma nova revolução da tecnologia para essa área televisiva em andamento: surge a TV Digital e junto com ela um emaranhado de dúvidas. Nosso objetivo aqui é principalmente mostrar , o mais didaticamente possível, o que é essa nova forma de ver televisão, como vai funcionar e tentar retirar as dúvidas que ainda pairam no ar sobre sua implantação.

Sinal analógico e Digital
Hoje o sinal de televisão analógico é composto basicamente da informação: áudio e vídeo que são empacotados em ondas eletromagnéticas e transmitido dentro de uma faixa de freqüência ou espectro de 6 MHz (Mega Hertz) especificada para cada canal de televisão. A maior desvantagem na transmissão das ondas eletromagnéticas em padrões analógicos é a sensibilidade à interferência atmosférica e a dificuldade de manipulação e armazenagem; neste padrão, qualquer distorção resulta em variação da imagem.
Com o sinal digital de televisão podemos transmitir não só áudio e vídeo mais também legendas, listas de programação e dados das mais variadas formas possíveis e o melhor: dentro da mesma faixa de freqüência reservada para a transmissão analógica. Todos esses elementos são transmitidos em pacotes de Bits (Dígitos binários, os mesmos utilizados pelos computadores), permitindo a manipulação destas informações e incorporando técnicas de compressão impossíveis de serem usadas na transmissão analógica. Na linguagem digital, prefere-se medir a largura de banda em bits por segundo (bps), em vez de Hertz (ciclos por segundo). Para efeito de comparação, 1 Hertz equivale, aproximadamente, a 3 bps. Portanto, os 6 MHz usados na banda analógica equivalem a 19,39 Mbps (19,39 milhões de bits por segundo). Quem é usuário de internet reconhece que essa é uma banda bastante larga.
Outra grande vantagem do sinal digital sobre o analógico, é a possibilidade de transmissão de subcanais. Por exemplo, podemos utilizar todos os 19,39 Mbps em uma única transmissão ou dividi-lo talvez em quatro canais de 4,85 Mbps cada um. Por exemplo, um canal de número 21, ficaria com mais 21.1, 21.2 e 21.3 e cada um destes subcanais poderiam transmitir um programa diferente mudando por completo todos os padrões de se assistir televisão, recebendo simultaneamente quatro programas em seu aparelho de Televisão.
Transição do Analógico para o Digital
Assim como ocorreu em outros paises que implantaram ou estão nesta fase, existirá um cronograma de implantação e um período onde os dois sistemas analógicos e digitais ocorrerão simultaneamente. Na prática, será alocado um segundo canal para emissora existente continuar transmitindo seu sinal analógico e outro para o sinal digital.
Com a introdução da tecnologia digital na transmissão de Televisão Terrestre, o usuário poderá optar por uma das seguintes situações:
1) - Continuar a receber a TV aberta da forma atual utilizando a sua TV analógica. Lembre-se que até 2.016, as emissoras estão obrigadas a transmitirem o sinal de forma analógica ;
2) - Adquirir um conversor (set top box) que permitirá receber o sinal digital e convertê-lo para um formato de vídeo e áudio disponível em seu receptor de TV, ou
3) - Adquirir uma TV nova que já incorpore o conversor.
Resolução
A Resolução, é o número de pontos que formam uma imagem e são referenciados como linhas, por exemplo o padrão SDTV ( Standard Definition Television), que é um serviço muito parecido com a TV analógica, é a forma de menor resolução dos tipos de TV Digital, possui uma resolução de 640 x 480 ou 704 x 480, HDTV (High Definition Television) 1.280 x 720 ou 1.920 x 1.080 ( a indústria trata essa última resolução como Full HD). Apenas para comparação a TV analógica atual possui 400 x 480 linhas, em termos práticos o HTDV, possui cerca de 10 vezes mais resolução, se tratando de pixels.
Na realidade a resolução é uma matriz de linhas por colunas e suas intersecções formam o menor ponto da imagem, também conhecido como Pixel (comum nas câmeras digitais), e claro quanto for maior forem estas linhas melhor a imagem. As emissoras estão redefinindo seus cenários e melhorando as maquiagens de seus protagonistas, porque com a TV Digital será possível ver com mais detalhes as imagens e claro as falhas.
O significado é dado pelo numero de linhas (480, 720 e 1080). Com certeza você já viu em alguma loja de eletro-eletrônicos uma TV destas com uma grande tela sendo de LCD ou mesmo de Plasma, mostrando uma imagem exuberante. É um sinal tipo HDTV, mas por enquanto, vindo de um DVD.
Outro termo comum neste novo mundo digital é a "transmissão padrão", que se refere ao SDTV, ou "alta definição", referência ao HDTV ou Full HD.
Relação de aspecto
Um conceito muito importante que acompanha a TV Digital é o chamado Relação de Aspecto, é como a imagem aparece em sua tela. A TV tradicional tem uma relação de 4:3, isso significa que para cada 4 unidades de largura , existe 3 unidades de altura. A nova relação agora é a de 16:9, chamada de Widescreen, ou "tela de cinema". Quando houver transmissão em 16:9 e seu aparelho for de 4:3, aparecerá duas faixas pretas para compensar a imagem.
Utilização da banda de transmissão
Como vimos anteriormente, a faixa de freqüência para transmissão do sinal é de 6 MHz, onde o canal permite uma taxa de transferência de cerca de 20 Mbps( Mega bits por segundo) , nesta mesma faixa onde hoje é transmitida a TV analógica, podem ser transmitidos simultaneamente diversos sinais de TV digital. Com os padrões disponíveis atualmente e a compressão de dados , poderíamos transmitir nesta banda um canal de HDTV ou até quatro de SDTV, e ainda sobraria espaço para transmissão de dados.
Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) , as emissoras brasileiras podem escolher quais os formatos vão adotar (a Rede Globo, por exemplo já está usando o HDTV em suas produções de novelas); os fabricantes de eletrônicos podem decidem quais formatos de tela e resoluções suas TVs vão ter, os consumidores podem decidem quais resoluções são mais importantes para eles e compram seus equipamentos com base nisso.
Mas ver uma imagem de alta definição e escutar o som Dolby Surround que a acompanha depende de duas coisas. Primeiro, a emissora tem que transmitir um sinal de alta definição. Segundo, você precisa do equipamento certo para recebê-lo e vê-lo.
Set Top Box
Com o período de transição das transmissões entre o analógico e digital, um equipamento chamado de Set Top Box será de fundamental importância na recepção do sinal digital, emitido pelas emissoras e fazer a conversão para analógico para que possam ser exibido em aparelho de recepção analógica.
O set top box tem a função de converter os sinais digitais recepcionados e convertê-os para sinais analógicos, de forma que uma televisão analógica possa atuar em um cenário totalmente digital. Caso o sistema digital forneça algum serviço de interatividade, o set top box deverá ter uma forma de enviar dados do usuário para a emissora ou para um outro destino qualquer. Esse canal de comunicação é denominado de canal de retorno ou canal de interatividade.
O set top box é quase um computador, é dotado de memória, disco, processador, modem e outros dispositivos presentes em microcomputadores, de forma a prover a comunicação com o canal de retorno.
É bom lembrar que se alguém possui uma televisão com uma resolução de, por exemplo 480 linhas e a emissora transmita um programa em HTDV de 720 linhas, o conversor não vai melhorar sua imagem , apenas vai fazer a conversão do sinal digital para analógico e entregar a sua televisão.
Interatividade
A interatividade possibilita ao usuário manifestar suas preferências e reações quanto à escolha e usufruto do conteúdo e serem exploradas novas aplicações envolvendo as respostas do usuário. A interatividade é uma conseqüência da TV digital. O fluxo de informações transmitidas que envolvem áudio, som e dados num mesmo canal de transmissão, possibilitam desde simples enquetes, como acontece hoje na Europa, até aplicações de E-mail, comércio eletrônico ou sincronização de vários programas, onde o espectador escolhe qual gostaria de assistir.
Você poderá está assistindo sua programação e ao passar um comercial de pizza, por exemplo, aparecer na sua tela uma tarja perguntado se deseja comprar naquele momento uma pizza, ou mesmo, quando estiver passando o ALTV, você ser questionado sobre qualquer tema e responder as perguntas na tela apenas com um click em seu controle remoto. Para que essa praticidade esteja funcionando se faz necessário, o que chamamos de canal de retorno, que poderá ser, por exemplo, sua linha telefônica conectada ao conversor (set top box) que fará a ligação para um servidor de internet da emissora ou do anunciante.
Na Finlândia, onde o sistema digital já está implantado, programas infantis interagem com as crianças fazendo perguntas e colocando as respostas no vídeo para que elas respondam pelo controle remoto. Servidores de internet, captam os respostas e fazem as avaliações.
O Sistema Brasileiro de Televisão Digital
No Brasil , as primeiras pesquisas sobre a TV digital foram feitas em 1994, pela Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
No inicio de 1999 foram importados os equipamentos necessários para testar os três sistemas de transmissão existentes no mundo: o Digital Video Broadcasting (DVB), europeu, e o Advanced Television Systems Committee (ATSC), americano., e o chamado Integrated Services of Digital Broadcasting (ISDB) japonês. Os testes de laboratório e de campo foram feitos em setembro deste mesmo ano e percebeu-se que o padrão americano não atendia as necessidades brasileiras, uma vez que seu desempenho usando antenas internas foi insatisfatório. O relatório final dos testes de TV digital confirmou o melhor desempenho dos padrões europeu e japonês, além do desempenho insuficiente do padrão norte-americano nos quesitos transmissão de sinais em áreas de sombra e para receptores móveis. Entre os dois , o padrão japonês foi considerado superior ao sistema europeu, devido a melhor performance na recepção de sinais televisivos em ambientes fechados, e a sua flexibilidade para recepção de programas ou acesso a serviços, através de terminais fixos ou móveis, tais como celulares, notebooks, palms entre outros.
A Samsung acabou de lançar seu aparelho LCD de televisão produzida em Manaus com decodificador digital integrado. Em suas características técnicas encontramos a referência "ISDB-TB", que significa que está apta a receber o padrão japonês ISDB, para transmissão T de terrestre e já possui o decodificador digital interno B (Built-in).
È mestrando pela UFAL na área de TV Digital e coordenador do curso de Ciência da Computação da FAA.
Questões mais comuns sobre TV digital
Às vésperas do início oficial das transmissões dos sinais de TV digital, são muitas as dúvidas dos telespectadores sobre a nova tecnologia e o que pode mudar. Reunimos abaixo 10 questões mais comuns sobre o tema. Confira:
1) Com a TV digital, a imagem vai melhorar?
Assim como a imagem dos filmes em DVD são superiores às dos antigos videocassetes, a imagem da TV digital tem qualidade de áudio e vídeo infinitamente superior à da TV convencional. O padrão de imagem da TV digital é a alta definição. Hoje, as transmissões analógicas de TV trazem uma resolução em torno de 400 linhas. Na alta definição, esta transmissão passará das 1080 linhas, ou seja, pouco mais do que o dobro. Para perceber esta qualidade gerada, é preciso adquirir um aparelho que tenha pelo menos este padrão de resolução de imagem (HDTV, SDTV ou full HD) e, mesmo assim, será preciso adquirir um conversor (decodificador chamado set top box) capaz de captar sinais da TV aberta digital. "As produtoras de programas de TV e as emissoras estarão certamente mais preocupadas com a qualidade da maquiagem de um ator, por exemplo, já quem tem televisor que permite o zoom (aproximação de imagem) vai ver os defeitos das cenas. No jogo de futebol vai podem checar que a falta foi mesmo dentro da área e até a qualidade do uniforme de um jogador. A TV digital vai beneficiar a dinâmica dos eventos em ambientes reais e o marketing neste mercado vai crescer", especula o especialista Alexandre Hashimoto.
2) Como será a interatividade na TV digital?
O sinal de TV digital não transmitirá apenas imagem e som, como acontece atualmente, mas também trafegará dados. Num primeiro momento, as emissoras poderão oferecer informações acessíveis, a um clique na tela, pelo usuário, mas analistas consideram pouco o índice de interatividade (de liberdade do usuário com a TV). Alguns exemplos: poderão ser consultadas na tela da TV informações sobre a grife que veste um ator, sobre o restaurante que aparece em um programa, sobre as marcas de artigos esportivos ou os patrocinadores de seu time de futebol preferido. O telespectador poderá, por exemplo, consultar diferentes câmeras que registram imagens de vários ângulos ou ouvir trechos da trilha sonora de uma novela. Filmes poderão ter transmissão em vários idiomas (close caption) e programas educativos para crianças poderão personalizar o conteúdo para cada região do país. Outra hipótese: imagine que você está assistindo uma entrevista na TV. Em determinado momento, aparecerá, sobre a imagem do entrevistado, um link onde você poderá obter informações sobre o currículo dele e outras informações. Funciona como num DVD.
3) Vou precisar trocar a TV para receber imagens digitais?
Não necessariamente. Se seu televisor não for muito velho, ele certamente será capaz de receber um conversor (decodificador semelhante à da TV a cabo) que permita receber imagens com qualidade superior. Simplificando: se sua TV tem entrada de áudio e vídeo (e não aquela com o canal 3 para ver DVD), você pode considerá-la uma saída para acesso em digital. Para quem vai comprar uma TV agora e quer entrar na onda digital - mesmo com definição padrão - é melhor esperar um pouquinho, porque os modelos digitais ainda não estão disponíveis. Ou seja, comprar uma TV de plasma ou de LCD, por exemplo, não significa que o consumidor não precisará comprar o conversor. A indústria de eletroeletrônicos ainda deve começar a produzir aparelhos de TV já prontinhos para a TV digital.
4) Vou ter que comprar um conversor?
Sem os conversores, apenas os donos de aparelhos de TV com recursos chamados "Built In", ou seja, os receptores digitais já estão instalados, serão capazes de perceber 100% da melhoria de qualidade da imagem, como cores e nitidez.
5) Quanto vai custar um conversor (set top box)?
Às vésperas do início das transmissões de TV digital em São Paulo, ainda não há resposta para esta pergunta. Desde o início de 2006, o governo federal, através do Ministério das Comunicações, tem oferecido subsídios para a fabricação destes conversores no Brasil e tem testado modelos adotados em alguns países, como a Índia, na expectativa de baratear a produção e, conseqüentemente, oferecer preços competitivos para o consumidor. Desde então o ministro das Comunicações Helio Costa tem afirmado, em mais de uma ocasião, que os conversores não custarão mais do que R$ 200, mas analistas de mercado e fabricantes de eletroeletrônicos consideram preços que variam de R$ 300 a R$ 450. Portanto, não é preciso correr. Até o momento, nenhuma das empresas envolvidas nas negociações com o governo deixou claro quais serão as projeções de custos para estes conversores. O mercado e a concorrência vão ditar o preço.
6) Em quanto tempo a TV digital vai substituir a TV analógica?
O governo trabalha com um prazo de dez anos - depois desse prazo, os canais analógicos serão "devolvidos" para o governo -, mas o tempo pode ser maior: 15 ou 20 anos para a morte da TV analógica é um prazo razoável. Nos Estados Unidos, o prazo de migração definitiva dos padrões acabou oficialmente em 2006, mas já foi prorrogado por mais três anos.
7) Vou ter mais canais à disposição?
Sim. No espectro da TV digital cabem mais canais do que no padrão analógico, por causa da alta taxa de compressão da tecnologia. Onde antes havia um canal em TV analógico será possível comportar até oito canais em digital. Ou, em outro viés, poderão existir mais canais em alta definição. Durante o anúncio do padrão escolhido pelo governo, divulgou-se que o Brasil ganhará mais quatro canais públicos - um do Executivo; um da Educação, para educação a distância e para professores; um da Cultura, com produções regionais; um de Cidadania, com transmissão de programas das Assembléias Legislativas, Câmara de Vereadores e associações comunitárias.
8) Como será a relação da TV digital com a internet? Vou acessar a rede mundial de computadores a partir do meu televisor?
A TV digital permite a interatividade em níveis mais avançados, inclusive acesso à internet. Mas não neste primeiro momento. Por enquanto, a interatividade será de mão única: as emissoras poderão complementar as transmissões, mas o telespectador não poderá enviar informações em grande volume de volta para a emissora. A tecnologia, no entanto, permite que a interatividade seja em mão dupla, mas ainda não estão definidos quais serão os canais de retorno permitirão o retorno da interação consumidor-emissora.
9) Vou poder acessar a TV pelo celular?
Sim, mas não imediatamente. Para que a TV digital chegue aos celulares, o mercado deverá vender modelos de telefones capazes de captar os sinais de TV aberta digital e de reproduzir este conteúdo. Quando o governo brasileiro e os institutos tecnológicos estudaram o padrão de TV digital existente que seria adotado no país, uma das exigências técnicas era que a tecnologia escolhida permitisse a portabilidade - não só para celulares, mas também para outros eletrônicos portáteis como computadores, notebooks, palms, handheld e outros.
10) Poderei gravar o que será exibido pela TV digital?
Por enquanto não. As geradoras de conteúdo (emissoras e produtoras de TV) discutem há meses com o governo, representado pelos ministérios da Cultura e das Comunicações, formas de bloquear a reprodução do conteúdo da TV digital sem impedir o usuário de ter acesso ao que deseja. A polêmica gira em torno do uso de gravadores digitais de DVD, dos modelos de televisores que já possuem espaço para gravações em memória e da quantidade de licenças que cada telespectador pode ter de gravação de um conteúdo. Até a presente data a questão permanece indefinida.

11)
Tenho que trocar de antena?

Se a sua antena for de má qualidade ou estiver em estado de conservação ruim, muito provavelmente, sim.
12) - Como vou saber qual é o canal digital de cada emissora ?
Você sintonizará o canal digital digitando o número do atual canal analógico de cada emissora no controle remoto de seu conversor digital ou televisor integrado. Automaticamente, ele sintonizará as transmissões digitais da emissora em questão. Caso elas não estejam no ar, então, ele sintonizará as transmissões analógicas da mesma emissora. Esse recurso tem sido chamado de canal virtual, mas pode ser que algum modelo de televisor não tenha esse recurso.
13) - Tenho TV a cabo digital ou analógica (NET/Big TV) ou via satélite (Sky/Direct) na minha casa. O que devo fazer para receber o sinal da TV Digital? Será automático, ou seja, vou receber o sinal pelo decodificador que já tenho em casa?
As TVs por assinatura hoje transmitem digitalmente a programação das emissoras, mas não em alta definição. O assinante de TVs por assinatura terá duas opções para receber os sinais de TV Digital:
1. Comprar o conversor digital e interligá-lo a sua TV e a uma antena (que poderá ser interna ou externa, dependendo do local da residência/escritório). Ele, dessa forma, continuará recebendo a programação da TV por assinatura pela sua atual caixa da operadora de TV por assinatura, e os sinais das TVs abertas, gratuitamente, pelo novo conversor de TV Digital.
OBS: A forma de interligar as duas caixinhas às TVs irá variar caso a caso e dependerá do tipo dos diferentes modelos de caixinhas e de TVs.
2. Quando as TVs por assinatura também distribuírem por suas redes os sinais TV Digital, seus assinantes não precisarão mais utilizar o conversor digital. Mas, mesmo nesse caso, as operadoras de TV por assinatura deverão disponibilizar novas caixas para seus assinantes que terão a capacidade de alta definição.

Nota da Indústria de Antenas Colormatic: Como vemos algumas alterações terão que acontecer no sistema de antenas. A principal delas talvez seja a definição da freqüência de banda em que o sistema irá operar. Entretanto, o governo já deu diversas pistas de que não pretende prejudicar o usuário atual. Principalmente o de baixo poder aquisitivo. Traduzindo: o máximo que poderá acontecer para nós fabricantes é haver uma modificação no formato das antenas, com a utilização das frequencias mais altas. A nossa indústria desde a divulgação do primeiro noticiário sobre TV Digital vem desenvolvendo pesquisa para fabricação de uma antena compativel. Inclusive a nossa antena Mini-Parabólica já se encontra no mercado de Brasília para atender os usuários da TV Digital.